segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Um Ano Sem Sentido



Um Ano Sem Sentido

Um ano inteiro sem sentido persistente...
Em termos, desconhecido é o olfato e paladar
Já se vai um ano e nada de te sentir ou encontrar...
Observo o Sol e a Super Lua em amarelo e branco
A dupla de astros que aos meus olhos encantam
Usam manto de pingentes salpicados de diamantes
Um véu bordado de estrelas incandescentes
Sem o fundo negro não seria tão belo e singular...
Começo á divagar... Imaginar como seria insignificante...
Se o Sol e o luar trocassem no céu de lugar
Se a capa preta que reveste a noite o dia pudesse pendurar e ao sol alvejar
Num abracadabra de brincadeira as cores transmutar
Matizar o céu de claro e tudo copiar mediante...
Pudesse eu contar que após um brado de trovão vem logo anunciado um relâmpago e um suspiro de alívio no perduro da fração do segundo desse instante...  
O que seria do mundo se não houvesse a diversidade das coisas tantas!?...
O perfume dos Anjos protetores cabalísticos
Os pútridos bueiros com seus habitantes roedores
que nos impõe um mundo de riscos...
Como seria se todas as flores tivessem o mesmo extrato roubando das rosas os aromas ao olfato...
Num leilão o jargão quem dá mais, seriam glosas rosas psicografadas todas iguais?
A mesma canção para a mesma multidão de gente...
Devaneios de poesias além dos portais...
O beija flor morreria de fome e de tédio e tudo mais
Pois todo hibisco teria o mesmo sabor poético...
Dissabor ao molho pardo em resumo seria tétrico
Imaginar que todo beijo teria o mesmo gosto
Armaria a maior confusão desde o olfato até a visão
Vejamos então como seria, essa mutilação dos sentidos
Embrumaria a alva manhã orvalhada na cor do cristal
Amarraria uma caixa de poema com um laço debrum de cetim vermelho ou coral
Tornaria o dom do dia branco em marrom café com leite
Converteria todos os tons iguais tecidos ao cru deleite
Regados ao verde cromático em ponto de fio grosso do fino azeite virgem saboroso e aromático
Todos os sentidos respiraria o frescor dos pinheiros
No mundo inteiro até o dinheiro teria cheiro de flor
Não sentiria mais o odor degenerado de ganância
Na beira do cais o aroma de canela viria da China
Sobreporia aos peixes despedaçados pelas hélices também as marinas...
Lembro tanto daquela menina a Rosa de Hiroshima...
Nada seria diferente tudo teria o mesmo cheiro fosse bicho ou fosse gente confundiria as narinas...
Inalaria uma centena de poemas na mesma fragrância...
Talvez Chanel n°5 ou algum perfume á semelhança
Sentiria á quilômetros de distância a essência mais pura
Raciocina presuma a existência... Se seu paladar fosse inocente feito paladar de criança nascente...
Se revezasse entre o doce de leite e o azedo que a língua sente só o gosto do imaginar...
O amargor da vida e o amor do coração vazio e incólume
Como seria então sem o cheiro desagradável do chorume ou o fétido curtume do couro curtido do homem...
 Sem o cheiro de pobreza nas escadarias das ricas catedrais...Pensa como o texto se justifica e simplifica...
Se o bálsamo do alecrim puríssimo lhe fosse ausente
O olor da hortelã e da alfazema tivesse um único cheiro o tempero fosse poema... O Som fosse uníssono...
Se o mundo fosse um mundo perfumado... Seria um mundo mais almado ou um sonho acordado?
Sem a carniça advinda dos cadáveres desovados atraindo os urubus que voejam em círculos famintos...
Na busca pelo faro e pelo cheiro de sangue derramado de homens e animais
Cada capítulo dessa crônica poética seria a homônima dialética e eu analfabeta mais poeta dessa lacuna
Se todas as coisas do mundo que são tantas pelo cheiro ou por sabor fossem uma...
Jogo a toalha xadreza sobre a mesa, visto a mortalha do ano sem sentindo algum...
Por tanto efeito seria perfeito um prato raso de  razão ou uma panela de pressão sem cheiro de feijão se queimado ou se azedo...
Pudesse eu ser aquela que profetisa os sentidos e de repente fosse eu quem vinha das vinhas sem jamais fazer sentido soubesse todos os segredos...
Comeria chuchu sem gosto , ao acaso lentilhas, grãos de bico com gosto de ervilhas ou nenhum...
Eu fico assim sem você, com tanto sabor que não me explico... Belisco a receita que deixa o amor picante
Apimenta ardida que acentua o indecente delirante
O palato exato confunde-se ao firmamento nebuloso
O Cheiro tem cor e sabor oculto e voa pelo vento...
Cheira a lenha queimada abrasa a língua e dá água na boca os desejos mais loucos...
Vontades sacanas de comer o que o paladar não tem
Como frango com polenta e quiabo temperado com provolone ou um prato de legumes com pimenta e pepperoni pintalgado sem desdém...
Sarapintado vejo um mundo sem olfato ou paladar experimentado, nem pintado ou namorado
Sem gosto de peixe ou cheiro de moqueca ao dendê
E Você que tanto me olha e se quer pode me ver...
Nem ouço mais o som do teclado dedilhando a poesia minha...
Sei acostumei-te aos meus cuidados exagerados
Á sentir o perfume do lume das oliveiras armada de esperança e boa fé...
Insisto nessa dialética do perfume da terra após a chuva,
do sabor do vinho quente, a sedação da gente...
Ouro negro, ouro branco, ouro amarelo, perceba esse duelo... Pérola negra, pérola branca ou perolada...
Ou em tantas outras a beleza independe da cor desafiada
A serra que foi ouro ontem, hoje é Serra Pelada
Quantos sabores têm o gosto da língua atrevida travada...
E o cheiro que desperta o olfato é da alma a essência apurada... Qual a satisfação na criação de uma jiboia?
As cobras não são criadas nós somos...
Existem pedras tão bonitas que não têm valor no mercado, não precisam  ser lapidadas...
Todas as joias não são de valor, não servem ao câmbio?
No âmbito financeiro no desejo forasteiro de possuir?
Só um devaneio desencontrado entre o futuro do presente e o pretérito que jaz passado...
Entre o ano a que me refiro que me roubou os suspiros...
Do prazer de sentir o perfume da jabuticaba, o olor da laranjeira, da rosa amarela, da vermelha ou de todas elas enfim...
O olfato que me fugiu exilou-se na Terra do Nunca ou na Mantiqueira dos Anjos...
Porque acho que Anjo é assim... Tanto faz o cheiro exalado da terra, do jasmim ou do capim...
O sabor da maçã ou romã, o gosto do alecrim ou hortelã As gotas de chuvas devem ser como o maná do deserto as uvas... As gomas das lichias sem cor o sabor de tudo com o mesmo sabor de nuvem de algodão doce...
Há tanta coisa quando se imagina um ano sem rima, sem a acidez dos cítricos o doce da lima, o cheiro da tangerina que o clima trouxe...
Traz o tempo a sapiência que me ignora a paciência que me devora o agora...
Lambe meus olhos a fonte dos meus desejos
Onde agora brota o cheiro das uvaias douradas que impregna o ar, as amoras suculentas cujo gosto é puro como o orvalho da madrugada gotejando o crepúsculo...
O mel com o odor das abelhas e cheiro de açúcar mascavo queimado...
Acho que viver como Anjo é assim...
Viver almado...
Gostar de você igual gosto de mim...
Sussurrar meu amado...
Normal seria a mudança de hábito á nossa graça e semelhança, sentir a quentura do hálito...
Dar sentido aos tantos sorrisos esboçados ou sorridos
Imaginei então um ano desprovido de sentido...
O vento não seria melodioso seria só um vento ventoso gemido ao pé do ouvido
Mas se a brisa que abraça as montanhas eu pudesse ver
Então começaria tudo outra vez e deixaria o dia nascer
Trazendo o novo e de novo e de novo...
Um ano teria sentido...
Nos lábios...
Son Dos Poemas * Sônia M.Gonçalves



quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Enquanto O Tempo Não Vem... (Prosa)



Enquanto O Tempo Não Vem... (Prosa)

Enquanto o tempo não vem sigo bem e retroo Zem...
Espero por um tempo que seja grande com muita fartura, 
me leve á mar além, que tudo seja real alquimia de cores
que se misturam em verdades e fantasias... 
Os sorrisos, as intenções, dá magia á sedução...
São tantos os fetiches, tanta coisa que abarrota o coração
Vivo assim quieta, sensata, mas não sou matemática ciência pensada exata,
Sou meio onça, meio gata, meio lady vira-lata.
Sou como o som de um poema bobo que no vento troa....
Mas se me magoar, oblíquo-me, me belisco me desperto leoa...
Se te disser que parece loucura, esquentar rimas frias com cobertor de amor e ternura, flambar sem conhaque com toque á flor da pele
com ou sem cavanhaque... 
O que dirias?
Se lhe der garantia que queimará calorias acordar todo dia e andar sempre na proa em jejum absoluto dos meus beijos
Sem ter calafrios na espinha...O que dirá ao saber?
Se há distância me faz enlouquecer, mas se até o sal é refinado o que dizer dos modos de você?...Então volto a me perguntar:
- Se amor é terno como não ousar eterno amar?
Dar, doar, demonstrar!
O que faz um sonho vir, outro surgir se somos feitos pra acabar?
Meu amor é feito um cão sem dono, me abandono nas estrelas até me encontrar. E se por ventura ao olhar a lua me ver, me achar, então entre é pra sempre, lá será nosso lugar de namorar...
Caso contrário lembre-se...
Identifico-me com Clarice, “sorrisos e abraços espontâneos me conquistam, palavras me seduzem, mas atitudes”...
Ah, atitudes... Por essas me apaixono não sei amar pela metade,
as atitudes senão me espantam me tomam para sempre inteira fielmente passional.
Ser metade pode durar uma vida inteira e para mim isso é muito pouco, sabe, aquele pouco que de tão pouco é muitíssimo pouco demais...
Sou inteiramente amiga, inteira amante me doo de corpo e alma, mas quando me confisco, me confisco por inteira também, sem desdém, não deixo sobras, nem dobras ou rabiscos no papel, nem uma partícula da mídia me noticia, não deixo pegadas na areia, atravesso meu deserto, cruzo o portal e tranco a porta do céu das veredas do meu coração...
Levo comigo todos os coriscos, lágrimas, ciscos, joias e chiliques...
E até dos meus fricotes há de sentires saudades...
Á açoitar-te os devaneios o ombro e o lombo saberás o que é assombro ao sentir os toque das mordidas e lambadas, dos açoites que desferi ausências, rompendo laços no estalar dos chicotes quebrando o silêncio fazendo eterna insônia da madrugada... 
Sentirás meu perfume em cada lume do teu couro, fervendo o sangue quente que te corre nas veias.
Pensarás em minha pele despida vestida com aquele corselet vermelho e meias de rendas transparentes...
Tuas falanges sentirão saudades, tua boca morrerá de sede, mas de nada adiantará porque já será bem tarde e estarei a milhões de anos luz do teu tempo infinitamente longe do teu alcance...
A vida acabou por me ensinar, tão óbvio quando o dia se acaba é findo, sonolento, enquanto se começa bem vindo esperançoso clarear...
Abro os olhos e pisco pro vento venturoso e ousado...
Penso no que sei e se sei é por saber ser ávido querer saber precioso
Aprendi se digo o que penso é profano, se citar nome é fulano, peço perdão se por engano disser o nome que chamo, mas se engolir seco me entalo, mas se eu te amar eu te falo... Porém senão me disser eu me calo...
Mudo meu tom emudeço, amadureço e me aninho.
Reconheço tem algo que me apena em passarinho...
Canarinho cantador, colibri que beija-flor.
E enquanto o tempo não me achega não me faz sossegar, caminho domando meu próprio inspirar...
Faço uma odisseia de mim, uma epopeia sem fim...
Só enquanto o tempo não me vem...
Só enquanto eu respirar...

Son Dos Poemas
Sonia M. Gonçalves 

Setembro em Prosa



Setembro em Prosa

Mais um mês transeunte, preste atenção e depure os sentidos...
Nesse mês o natural é ficar mesmo embevecido, verifique tudo o que acontece acredite que tudo é transeunte, assunte que nem tudo se esquece, mas setembro é o mês em que a vida floresce.
Envaidece os sentidos embriagados espalha uma fragrância com essência de natureza e cheiro de chuva fértil, terras produtivas suspiram flores sempre vivas, rosas, miosótis, girassóis e violetas e outras tantas presentes... O buquê é atraente para as borboletas com o cheiro inerente dos crisântemos em tons variados. O atrevimento fica por conta das rosas que fazem pose e grita “close” á lente do tempo, enverga-se livre, leve e nua, faz pacto com a lua transcendente. Deitada sobre a relva dos rios e cabeceiras aprofunda harmonia com a natureza...
Setembro chega fazendo coreografia nas quedas d’águas das nascentes e cachoeiras que energizam e dá ciência á poesia, consistência ao poema com diversidade pinta telas e temas... 
O sol surge luminoso acorda a vida com os quatro elementos, o ar puro dos pinheiros os passaredos voando ao vento, o enredo escrito á luz do fogo dos candeeiros pelas mentes pensativas no silêncio das estrelas ao som dos coriscos e terra molhada...
Conta Gaia em sua geografia fecunda, dita simplicidade e toda fortuna dela oriunda, sagrada verdade. Seja a terra bendita a Benedita feminina que me lembra de que hoje arrebenta e nasce setembro a gosto da cabal supremacia.
Foram nove meses de gestação, dias corridos de preparação...
Arruma o quarto, pendura esculturas antevê bons momentos...
Exercita a musculatura da boca, com sorriso tudo na face e fácil, essencial é ser como móbile porque há dança e movimento...
Assim como as andorinhas espreitam o verão no céu de setembro, abre a partitura na nova sinfonia mensal, mantras de chuvas, versos, parreiras plantas e cura austral.
Tanta prosa margeia essa era de loucura, tantas heras é canção nas folhas de primavera nas reticências e tal...
Há expectativas para a mais linda estação... Aquela que eclode em prazerosa visão, mostra a dama da noite perfumada ao albor crepuscular... Traz flores nas mãos e nova canção de amor particular... Ah!...Uno universo espetacular! 
Tens o coração oleado de calêndula untado de poesia, conta contos e lendas, fragmenta lembranças e germina esperança... Quantas onze horas de diversas tonalidades, renovará nosso espírito com desenhos escritos no pergaminho da felicidade...
Fragrâncias espalhará com cheiro de manhãs setembrinas fazendo bruxas e fadas saírem da rotina, se desnudar ao luar, colher flores e framboesas do campo, suspirar pelos cantos, versejar feito camponesas em meio á neblina... Quantas meninas, quantos meninos nascerão...
Quantos ribeirões quantos riachos e águas quebrarão...
Quantas flores quadras e lírios, alvas brumas, tantas plumas, quantas penas voarão?...
Bem digo a rosa dos ventos, saber que setembro é agora novo tempo, novos versos mês portento.
Tantos setembros sem sombras de dúvidas
Enfeitarão nossa retina com momentos coloridos...
Escrevo aqui artigo prosaico ambíguo...
Sim!... Desejo bem até para os nãos amigos...
Son Dos Poemas

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Deixa Q'Eu Conto



Deixa Q'eu Conto


Conto este conto sem aumentar nem um ponto...
Contarei cem reticências usando apenas sem ciência absoluta.
Havia um cavaleiro chamado Lion cujo sobrenome Leão.
Tinha um coração do tamanho de um bonde, por título era nobre conde ou Visconde sei lá, sem posses era luta e labuta... Sonhava encontrar um amor maior e preencher seu destino tão seu e só ser rico então. Um dia em certa ocasião, sonhou utopia tão grande que parecia uma harpia com asas de poesia inefável...
Quase impossível de ser alcançada, eu disse quase...
Com afã inabalável, sem falsos pudores, descortinava suas pupilas cor de avelã, espalhava seus sonhos pelos ares pisando na terra de pé no chão, com cheiro de hortelã. Era uma era maliciosa cheia de versos e prosas, vícios e algumas armadilhas, desejos causavam temores e tremores na escala deixavam crateras, abalos nas rochas sedimentadas na costela do tempo cismas e sismos, num real conto de fadas na esfera do nada deixava a trilha no vento...
Sem causar espanto nem abalos falo esse conto de pura magia nas redes também coletivas de loucuras e porque não dizer imaginação precisa de fantasia...
Continuo a narrar esta fábula que envolvia o acontecimento...
Colho fragmentos do tempo, do melhor momento, onde os ventos sopravam afáveis, sussurravam a era do amor na vontade matinal na cura colateral. Que perdura até hoje perante a aurora ao norte boreal. Alcanço por objetivo o por do sol por inteiro, mesmo que quimera ou vespeiro me espreitem o caminho...
Juro sem juramento, jurus em sem vezes a cumprir!
Ainda que cem vezes a rosa dos ventos rodasse...
A língua dos homens e Anjos cem vezes decifrasse...
No tempo voltasse esse valente cavaleiro guerreiro do bem, conhecedor das coisas ocultas e nada mais além, com embasamento na ciência cientifica acreditasse nas coisas místicas, nas três Marias na magia mais bonita, cuja alquimia, vem da hera poção de encantamento por natural extração.
Deduzir a cada nota que traz o cantarolar do vento na fonte dos desejos, da fluida sina das minas transparente tão límpida como cristal, água e sal por extração e imposição natural.
Se coubesse ao coração rimar com mar, fazer amor com amar deixar uma estrela submersa depositada em seu leito mais profundo, aplacasse no peito num mundo infinito oriundo dos sonhos serenasse como um mineral.
Conjecturaria com os deuses do Olimpo por pressupor...
Revelaria o tudo que existe sem segredos veria o mito desmitificado o tabu do pecado quebrado. Devolveria o que lhe foi roubado, doaria mais tempo ao destino usurpado para que o amor seja mesmo eterno o maior legado, seja perfeita a conjugação, a conspiração de Eros cupido, a ousadia da conjunção a troca dos sentidos.
Embriagar-se-ia nessa alforria dos contos de pura magia de charles perrault fabulista...Consagraria o que já é sagrado, libertaria nossos contos de vistas. Sob meu ponto de vista Lion Leão, meu prisma inspirador AMOR... Continua a contista amadora crua e nua...
Fadas e duendes, bruxas e sereias falavam com ele revelavam segredos guardados nos faróis, enterrados noutros pontos em algum conto de areia ou quem sabe cardeais, cruzavam a linha do horizonte, das marés baixas e cheias, dos românticos chalés dos montes e montanhas... Surgiam lendas encobertas de rendas nas sendas dos pecados...
O tempo confabulava, fiava a fábula a maior façanha, havia um sangue vermelho na corrente que percorria as entranhas sem elo cruzava livre nas veias. Coisas estranhas aconteciam, diziam que este era azul, mas sabia-se mito das coisas dos mares lendas e veredas das lindas sereias que passeavam terrestres a cada mil anos com cânticos e cantares...
Os luares desenhavam os dias a poesia cotidiana e Lion era igual leão predador nunca desistia de encontrar um grande amor.
Sabia para tudo sempre há planos B ou A e é preciso sonhar, plano B é bom e bonito mas o plano A sempre o melhor dos delitos, grito dos deuses insanos que habitam nosso interior, LUZ e AMOR sempre plano A absoluto sem ledo engano será infinito, dizia Lion do seu jeito poético ele era meio esquisito.
Lion sabia que a vida é voraz, querer menos pode virar mais e árvores que podamos voltam a crescer mais viçosas. Contudo o querer pode dar poder ao, porém ou a quem é capaz de amar e
Se deixar também. Em verdade a sinceridade e lealdade, faz parte do atributo do cavaleiro. Esse do parágrafo primeiro.
Não se pode ser leal na teoria disso Lion Leão sábio sabia e os sabiás dos campos e o amigo Bernardo confidente...
Que nem tinha entrando na história, mas a tudo amava animal e gente... Era amante de Ana Catarina mulher menina que surge de repente num Zepelim gigante, num pensamento viageiro, numa nuvem flutuante, passageira e festiva...
Assim nesta penumbra que reflete o luar, um raio de sol nas frestas das portas e janelas, nas sentenças divinas que florescem até flores penduradas nas arandelas...
Diz-se que o mundo é lindo sem sombra de dúvidas, por isso ilumina tudo que assombra. O desespero que a gente sente, quando acende no peito à chamada causa efeito que a muitos espantam, faz amor ser chama e arder até mesmo á sombra de uma araucária arejada.
Faz um pinhão cair outro correr a milhão sem ver um quinhão da parte que lhe cabe no tempo e espaço.
Quando um coração com o outro se encontra pode bater mais forte duplamente sem se conter, pode fazer o universo versar, mudar teu jeito de ser, pode chover tempestade em forma afetiva e assídua.
Desembrulhar as coisas adormecidas, florescer os canteiros das margaridas e de outras flores sempre vivas, dama da noite tão misteriosa, despertará o perfume das rosas e onze horas... 
Das bromélias sem embromação, do som dos poemas por entonação...
Resumindo esse longo conto confesso, volto ao ponto onde começo pelo tudo que me é avesso.
Tropeço no cavaleiro guerreiro que desconheço, mas conheço na imaginação ele mora no meu coração sonhador...
Um homem lindo com cabeça de leão e olhar de girassol, brilhante feito um quartzo amarelo lapidado pelo sol.
Meu elo com as coisas mais simplistas, meu mundo surrealista singelo, amor infinito nesse universo meu som auricular, sonho ventricular de sempre encontrar...
Esse pássaro tropeiro condutor
Fim pode ser um começo quando existe amor.

Son Dos Poemas

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Despertar Da Insônia





Despertar Da Insônia

Um dia a insônia acordou com seu amor..
Já era bem tarde e ela meio atônita embebida neste como a um licor
Percebeu que a vida é simples para quem ama e sabe nela se pôr
Amada pura e simplesmente com sabor suave porém picante
Era marcante ocorreu o encontro num eclipse lunar
Perpetuou-se assim a plenitude de amar
Dormia um sono tão profundo, mas viu assim despertar...
Vidas vividas sonhadas, escritas espalmadas
Gente de corpo e alma de fúria e calma...
Gente contente, carente com a alma prometida
Comprometida até as raízes do tudo ou nada
O corpo delirante serpenteava insinuava...
Escreveu então um poema numa estação qualquer
Homem mulher, fusão,paixão, beijo de cinema...
Era de manhã e havia uma névoa  úmida e atraente
Desejou então estar em uno amor para sempre
Um dia embriagada de vida provou sua essência poética
Percebeu como era lindo desfrutar um amor amante 
Semelhança entre duas almas tão profundas 
Capazes de capturar a essência perfumada e oculta
Viu um poema falante num cavaleiro andante,
A poesia ficou deslumbrada com a aura dourada
Falava e escupia versos com o coração...
Desatava a sangria das quatro estações

Sem nada entender sentia amor em Alpha, ômega, Andrômeda 
Partilhava rimas altaneiras fazia folia nas estrelas....
Dizia assim  coisa de poetas

Quando a insônia me desperta sinto vontade de você
Me aninhar em teus braços dormir em teu sorriso sedutor
Amar-te na primavera com volúpia
Repetir por todo outono sem desculpa
Sem culpa lamber teus sonhos suados pelo verão...
Confessar-te os segredos das conchas em contradição
Sussurrar no teu ouvido dizer teu nome...
Decifra-me então...

Son Dos Poemas 












Uma Vez Um Outono







Amado...

Houve uma vez um outono mágico...
Lembro-me ainda de tudo que nunca esquecerei
A borboletinha cintilante pousada em meu cabelo
Reluzia feito diamantes na fonte dos desejos
Se pudesse entender quanto de magia pode haver...
Num toque num beijo de repente
Saberia que não sei o que é amor, pois se soubesse explicar
Então amor não seria porque não se conjuga
Não se decifra nem se explica esse costume...
Tivesse eu a capacidade de poder entender
Que quando amor acontece não existe porque
O mundo faz os ponteiros inversos diferentes
Algo para o normal poder pairar no ar da gente
Ter a percepção dos desejos além do existir
A intuição que faz amar e tantas coisas sentir
O fluir das coincidências com tanto significado
O estar na consciência em exagero inspirado
O desespero dos laços que te mantém pés e mãos atados
Namorar o namorado e desejar estar no centro das atenções
Amar de dentro para fora cheio de boas intenções
Fazer amor  nas veredas no caminho do sol
Nas vias do espanto em todo canto de luz...
Escrever uma fábula plantada na mente
Regar dia após dia com amor eminente
Dizer-te sempre nas letras Amado...
Espante as quimeras que te assombram
Acenda a luz apague as senhas das sombras
Faça surgir o sorriso inteiro comprometedor
Grite pela janela Minha deusa poesia amor....

Son Dos Poemas 




quarta-feira, 12 de novembro de 2014






Um Buquê De Beijos


Este buquê é privê...
Receba é de beijos em você...
Perceba o endereçamento,
Os bons ventos sopram
em fugazes momentos os sinos dobram
Segure em sua boca e retenha!
Acendo-te fogueira atiço a lenha...
Traga sua língua vermelha e atrevida,
Apague meu incêndio com essa cara lambida,
Mais valiosa que qualquer joia polida...
Junte sua cara lavada de chuva
Com minha pele suada, molhada de vinho de suco de uva
Trace sobre meu corpo os mais finos ramos e resenhas
Faça de mim aquela oliveira imensa cheia de folhas e frutos
Pintada em nus desertos, inversos em vultos que desenhas...
Embebede-se desse buquê de água da fonte, que te apetece
Feita água que molha tua boca ao som d' minha cachoeira que te enlouquece....

Son Dos Poemas